16.2.18

A Obra - mais uma fotografia


Uma fotografia do 1° andar já com o piso em madeira feito e os dois buracos para as futuras janelas (que agora já lá estão, coisas lindas de sua dona). Uma das janelas é do quarto da Mini-Tété e a outra é do nosso quarto. Aquelas placas brancas e as traves de madeira que se vêem são o tecto dos quartos. As placas estão a ser pintadas de branco e as traves ficarão assim à vista, mantendo assim o ar rústico da casa. No canto superior esquerdo ainda conseguem ver um bocadinho da grande trave de suporte ao telhado na qual não mexemos e que literalmente atravessa a casa de um lado ao outro, atravessando paredes e tudo. Neste momento, as janelas já estão colocadas e as paredes feitas.

15.2.18

A Obra


E aqui está ela, a nossa Obra. Andei a enviar uma série de fotografias da evolução das obras a uma amiga e não deixei de me espantar com o estado em que já esteve o celeiro e de como agora já quase começa a parecer uma casa (já lá andam os pintores, que felicidade!!). Esta fotografia mostra o nosso celeiro/armazém já depois de muita intervenção, muito suor e lágrimas, muito trabalhinho saído do corpo. O portão já não estava lá, as telhas também não, o meio-piso também não, o chão já tinha sido cavado...Ali do lado direito vêem a única janela existente na altura (agora temos 7 janelas), a abertura do portão deu lugar à porta de entrada e a uma janela, já temos um telhado novo, enfim, acreditem em mim, agora está com muito melhor aspecto.
Pronto, e agora que vos mostrei isto, podem chamar-nos loucos à vontade. Porque somos. 

14.2.18

Birras

Como já aqui referi uma série de vezes, a Mini-Tété começou a falar muito cedo, o que trouxe uma série de vantagens tanto a ela como a nós. Para ela, tornou-se fácil exprimir o que queria e para nós tornou-se fácil compreender o que ela queria. Lembro-me por exemplo de um dia ela ter chegado ao pé de mim a choramingar, perguntei-lhe o que tinha e ela pediu-me outra chupeta porque a dela estava suja. Olhei para a chupeta que segurava na mão, não vi nada sujo, mas lavei-a e dei-lha novamente, deixando-a contente por ter a chupeta limpinha. Nunca na vida teria compreendido o seu problema se ela não mo tivesse conseguido explicar. Provavelmente teria passado de um choramingar para um chorar desalmado por não me conseguir explicar o problema e por eu não a conseguir perceber, e como tal não a conseguir ajudar. Numa outra situação, no Verão passado, a Mini-Tété chorava cada vez que a punha na cadeira do carro. Torcia-se toda nos meus braços, mostrando claramente que não queria entrar e sentar-se. Um dia, já farta daquilo, lá me lembrei que a minha pequenina já falava pelos cotovelos, e perguntei-lhe qual era o problema do carro. Respondeu-me que estava muito quente. A partir daí passei a dizer que ia ligar o "fresquinho" (ar condicionado) do carro mal ela se sentasse, para ela o passar a fazer sem qualquer choro ou relutância. Mais uma situação que dificilmente se teria resolvido tão bem se ela ainda não comunicasse como comunica.
Penso sempre nisto quando vejo outras crianças que com a idade dela ainda não se exprimem desta forma. Aliás, não tenho qualquer pudor em dizer que quando há umas semanas estive com dois bebé da idade da Mini-Tété que ainda pouco dizem, pensei que não sei se teria aguentado ser mãe-a-tempo-inteiro com um bebé assim. Não entender o que diz, não entender o que quer, vê-lo frustrado por não se conseguir explicar. Bom, provavelmente teria aguentado (que remédio) mas teria sido mais difícil, sem dúvida.

Bom, isto para dizer que a partir do ano e meio podem facilmente surgir birras em que a causa é exactamente essa: não conseguirem explicar visto o pouco ou nenhum vocabulário adquirido. É como querermos algo numa língua que ainda não sabemos falar. Seria frustrante para nós e é frustrante para os bebés. Com a Mini-Tété estas birras não existiram e neste campo fui sempre uma sortuda. Claro que nem sempre a compreendo e aí oiço-a dizer já com a alguma frustração "A mamã não percebe....". Mas confirmo que não percebi e peço para que repita ou me mostre que eu tentarei perceber. Resulta.

Neste momento com 2 anos e 4 meses, começam a surgir as primeiras birras pela frustração de...não ter o que quer. Oh, sim, ela explica bem o que quer, se explica, mas começa agora a perceber que não é por me dizer calmamente e a marcar bem as sílabas como se eu não a entendesse "A Mi-ni-Té-té-quer-ver-o-No-ddy", que vai ter direito a isso. Por enquanto, são birras controláveis, em 5 minutos no máximo a coisa está resolvida (e não é porque lhe fizemos a vontade), mas estamos sem qualquer dúvida a entrar numa nova fase. E eu não sei se estou pronta para ela. E eu sei que é normal, eu sei que é indicativo que é uma criança normal, eu sei que ela tem de passar por este processo de insistir em ter coisas que não pode ter e tem de lidar com a frustração de ser impedida, isto é essencial para crescer, mas admito que me assusta um bocadinho. Acho que vou voltar a deitar o olho ao livro das birras para ver se aprendo qualquer coisa que me dê um bocadinho mais de confiança. É que tenho tão pouca paciência para birras....e admito, um pouco de medo daquelas birras épicas em que as crianças até se deitam no chão ou batem nelas mesmas. Ui, me-do.

13.2.18

Ela.


[adora "ler" revistas desde que nem um ano de idade tinha]

Mini-Tété pega no livro que ando a ler, coisa leve de cerca de 460 páginas, dirige-se ao Jack e pergunta: 
- Papá, vamos aprender as letras?

A minha bebé ainda não tem 2 anos e meio, ainda não corre nem salta (como tantos outros da idade dela), mas tem esta sede de conhecimento. Já perdi o número à quantidade de vezes que me pede “Mamã, vamos aprender palavras novas?”. 
E eu que não tenho pressa em nada, que não faço questão de lhe ensinar nada antes de tempo, eu que acho que cada coisa tem o seu momento, que há coisas que cabe à escola ensinar, fico assim num misto de espanto, de achar fabulosa esta vontade e de medo que ela depois perca o interesse quando o deveria ter. 
O Jack ensinou-lhe o A maiúsculo. E agora é vê-la a percorrer as linhas do meu livro à procura da letra aprendida. Acerta 90% das vezes.

10.2.18

Animais em restaurantes


Dizem as notícias que a partir de Maio os animais podem passar a entrar em restaurantes. E se lendo apenas o título a notícia pode chocar quem, como eu, não acha que animais e refeições devam co-existir no mesmo espaço, basta ler um pouco mais para rapidamente percebermos que não há motivo para preocupações.
Cada restaurante terá a opção de aderir ou não a esta nova possibilidade, ou seja, as pessoas não poderão levar os seus animais a todo e a qualquer restaurante que lhes apeteça, mas sim apenas àqueles que assinalem devidamente que o permitem. E, pessoalmente, acredito que uma grande maioria não o fará.

Eu compreendo que os amantes dos animais, os donos de cães e gatos que gostam de os levar a qualquer sítio, delirem com esta novidade. A sério que compreendo, pois há quem veja os seus patudos como verdadeiros filhos, com direito a roupas e tudo, pelo que me parece normal que os queiram levar consigo até quando vão comer. Acredito até que para aqueles cujos animais estão bem ensinados e treinados, esta lei pareça muito certeira e óbvia, como se levar animais para restaurantes nada pudesse ter de negativo.
A questão é que tem e não é por conseguir ver isto que passo a ser alguém que não gosta de animais. Aliás, eu frequento um restaurante onde os donos têm às vezes a circular livremente uns quantos gatos. E admito que embora os ache uns fofos, ali a roçar-me as pernas, também acho que não é a coisa mais higiénica do mundo. 
Em primeiro lugar, há o pêlo. Nem todos os animais largam pêlo desmesuradamente, mas largam algum. E há os que largam bastante. E por muito que não seja permitida a entrada dos animais na cozinha, não me custa imaginar que alguns pêlos acabem por ali ir parar. 
Depois (e temos de falar disto) há as pulgas. Eu sei, eu sei, tenho agora metade dos leitores donos de animais a tapar a boca de horror. Eu acredito que os vossos animais não tenham, que os desparasitem frequentemente e segundo as regras todas, que sejam muito cuidadosos e tal, mas sejamos sinceros: nem todos são assim. Há quem não ligue a mínima se o cão tem pulgas, há quem acredite que o gato não tem mesmo que um olhar mais apurado encontre logo uma família de cinco a passear-se-lhe pelo lombo. Isto porque há quem até seja mordido e nem dê por ela porque não faz qualquer reacção. Mas depois existem as pessoas como eu que fazem reacções daquelas que se vêem no espaço e que provocam dores horrorosas. E acreditem que ao longo dos meus (jovens) 33 anos, já me cruzei com muito cãozinho com donos de boas famílias, super-mega-hiper apaixonados pelos seus animais, que me deixam uns quantos parasitas como presente. Sim, tornei-me naquela pessoa que mesmo tendo um dono a jurar-me a pés juntos que o cão não tem pulgas, evita ao máximo aproximar-se dele. Já aprendi demasiadas vezes à minha custa que nem sempre é verdade (o dono acredita no que diz, atenção, mas eu é que me lixo). Podem portanto imaginar que se quero ir a um restaurante comer um hambúrguer ou um peixinho na brasa, não me apetece trazer de lá umas quantas pulgas como brinde.
Por fim, o comportamento dos animais (e dos donos). Há animais bem-comportados, há animais que sabem que não podem fazer as necessidades ali, há animais que não ganem a pedinchar comida, há animais que não se põem a farejar pessoas que não conhecem. E depois há animais que não foram educados ou que têm comportamentos que podem incomodar quem tenta comer sossegado. Os donos dividir-se-ão então entre os que têm 2 dedos de testa e, percebendo que o cão incomoda, saem com ele e aqueles que não estão nem aí. E não me venham dizer que estes não existem e que não levarão os seus animais a restaurantes porque basta referir que há ainda muita gente que deixa o belo do cocó do cão no passeio para que toda a gente o pise, certo? E nem estou a falar de coisas mais graves como o risco de um cão morder alguém.

Pessoalmente, acredito que um restaurante vá pensar duas vezes antes de aderir a esta entrada a animais. Não me parece que até agora a sua proibição tenha levado grande parte das pessoas a deixar de comer fora pelo que não sei até que ponto ganharão eles com esta nova medida. Arrisco até a dizer que nalguns casos perderão pois se quem tem animais frequentava esses restaurantes mesmo sem eles, o mesmo não se pode dizer de quem até frequentava mas que agora prefere não ir por não querer comer lado a lado com um animal. Não sei se sequer arriscarão com receio com os animais criem problemas ou afugentem a clientela.
No fundo esta lei parece-me um pouco como a lei do tabaco. Há os restaurantes que aderem e os que não aderem. E cabe a cada um de nós escolher os restaurantes que quer, consoante a oferta. O mesmo com as praias: eu escolho praias onde não é permitido levar animais. 
Eu sei que deixei de frequentar e não frequento restaurantes/cafés onde seja permitido fumar e sinceramente não sinto que quem fica a perder sou eu. Com esta nova lei acontece o mesmo.

9.2.18

Eu só queria mostrar-lhe uma música....

Ter uma filha sensível que gosta das coisas no seu devido lugar e de tudo direitinho leva a isto:

Ao mostrar-lhe a música Let it Go (Já passou em português), versão francesa, dou por ela a fazer beicinho, prestes a desatar a chorar. Perguntei-lhe o que se passava e ela respondeu-me choramingando aflita:
- A menina vai apanhar a saia! A menina vai apanhar saia!


Revi a música e dei com a cena em que a princesa larga a capa que a cobria, voando esta com o vento. Bom, Mini-Tété não gostou. Tomou as supostas dores da princesa, chorosa por ter perdido a sua capa, levada pelo vento, e nem quis ver mais nada. Só acalmou quando inventei e lhe expliquei que depois a princesa tinha apanhado a capa e que já estava novamente com ela vestida. 

Cheira-me que só verá o Bambi quando tiver 18 anos. Com um pacote de lenços numa mão. E o contacto de um psicólogo na outra. 

Bebés e o sono #3


Lembram-se deste post? Contava eu que tínhamos finalmente percebido como deitar a Mini-Tété sem berros de socorro-estão-a-matar-me (deitar logo ao primeiro sinal de sono) mas continuávamos com o problema de ela se deitar tardíssimo e de se levantar obviamente bastante tarde também. Aliás, tal facto ficou até registado no quadro mensal da pequena Mini-Tété, pelo que facilmente se percebe como era algo queríamos mesmo resolver. 


Na altura, ela ia começar a introdução dos sólidos em breve e eu nem sequer sabia como gerir isto, pois embora a minha filha só bebesse 4 biberões (podendo atribuir-se facilmente a cada biberão o nome de uma refeição: pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar), ela acordava à hora do almoço, o que me trocava os horários das refeições todas. 
O nosso plano passou então por começar a acordá-la antes da hora a que ela acordaria naturalmente. Obviamente que, acordando ela às 13h, não passei a acordá-la às 8h pois isso seria interromper-lhe a "noite" de sono e resultaria numa bebé rabugenta com sono em falta. O que fiz foi começar a acordá-la uma hora mais cedo gradualmente (durante uns dias ao meio-dia, depois às 11h, depois às 10h...). Isto permitia-lhe fazer uma boa noite de sono e não ficar mal-disposta de sono (pois numa bebé que dormia 12h seguidas, tirar uma hora de sono não afecta assim tanto). Outro truque que na altura li e que me ajudou foi não deixar que ela dormisse mais de 2h30 de sesta, fosse esta a que hora fosse. 
Estas duas dicas aliadas uma à outra levavam a que a Mini-Tété todos os dias tivesse sono um pouco mais cedo que no dia anterior, até finalmente termos conseguido que ela adormecesse a uma hora decente.

Considerações a fazer:
- Este método resultou connosco mas só o apliquei quando ela já tinha 5 meses. Talvez o pudesse ter aplicado aos 4 meses, mas seguramente não o teria feito nos primeiros 3 meses, com ela ainda tão pequenina.
- Eu estou em casa com a Mini-Tété pelo que aos 5 meses ela não foi para nenhuma creche ao contrários de muitos bebés. Como tal, eu não tinha a pressão de cedo ter uma bebé com o sono regularizado. Compreendo que muitas mães tenham esta necessidade mais cedo.
- Tenho perfeita noção que esta dica depende muuuuito do sono de cada bebé. Não se pode por exemplo aplicar a segunda dica a um bebé que por sistema faça sestas de 20 minutos. 

7.2.18

Aaaaaarrrrghhhh!!!

Uma pessoa vai ao médico. Traz a receita para novos óculos e novas lentes de contacto.
Vai à loja e encomenda.
Os óculos chegam, a pessoa experimenta e percebe que está a ver pior.
Volta ao médico e detecta-se o erro na receita.
Volta à loja e encomenda novamente.
Os óculos chegam e está tudo bem.
As lentes de contacto demoram mais um pouco a chegar mas a pessoa está descansada porque lhe asseguram que a receita está bem.
As lentes chegam, a pessoa vem para França, experimenta-as e....não está a ver bem.
E a pessoa está a um bocadinho assim de gritar de frustração porque uma coisa tão simples como encomendar uma novos óculos e umas novas lentes desta vez tornou-se algo tão complicado como querer a paz no mundo. E como a pessoa ainda espera pelos novos óculos escuros, a pessoa até está com medo do que aí vem...